Wednesday, July 28, 2010

Quatro


Quatro anos e dois filhos depois, sabe bem dizer que valeu a pena.

Tuesday, July 27, 2010

É uma verdade universalmente aceite...

... que as mães têm sempre razão. Quando vim viver para a Irlanda, a minha mãe disse-me que é sempre mais fácil para quem parte, sofre mais quem fica. Na altura, custou-me a acreditar - eu tinha que começar uma vida nova, fazer amigos, encontrar trabalho, casa, etc, etc... Mas quem ficava, ficava na mesma. Ou quase.

De há uns tempos para cá (em especial desde que começou a recessão), vários amigos meus estão a deixar a Irlanda e a regressar aos seus países de origem. A pouco e pouco, o nosso círculo de amigos próximos está a encolher - e dói. Tinhas razão, mamã. Quem fica olha em redor e no meio da familiaridade do dia-a-dia, tropeça na estranheza que é não ter aquela pessoa perto de nós. Na semana passada, foi a vez da minha amiga Maria e a Amie (a companheira de brincadeiras do Daniel) voltarem para a África do Sul. E dói, mamã, e dói.

Vale-me de consolo a frase de Eduardo de Sá: "A solidão é a ausência de pessoas dentro de nós". Felizmente, tenho muita gente a viver bem apertadinha dentro do meu coração :-)

PS - Para quem reconheceu o título do blog, já percebeu que sou fã da Jane Austen. Estou agora a ver uma mini-série, Lost in Austen, que é basicamente uma reescrita de Pride and Prejudice. Confesso que tem vários momentos bastante disparatados, mas o meu vício austeniano é tal que não consigo parar de ver!

Friday, July 16, 2010

Está decidido ...


... o Benjamin vai ser dentista.
Passo a explicar: eu sou daquelas pessoas que vai mais ao dentista do que ao cableireiro. Aliás, estou convencida que uma das razões por que sou tão faladora tem a ver com o facto de, desde tenra idade, ter passado tantas horas de boca escancarada, em voto de silêncio, sob a tortura da broca implacável. Assim que me apanhava fora do consultório, desforrava-me a comer gelado e a falar pelos cotovelos.

Isto tudo vem a propósito de eu ter ido hoje ao dentista com o Benjamin a reboque. Era suposto ser só uma consulta de rotina , mas saí de lá com uma proposta de orçamento que dava para comprar um belo Ford Fiesta a diesel em segunda mão. Pelos vistos, preciso de três coroas e um implante. Nao tem de ser tudo já, já, mas tem de ser feito.

Enquanto outras mulheres se divertem a exibir os acessórios de moda da nova estação, eu lá terei de abrir a boca: "E então a minha nova coroa, é linda, não é? E como é branquinha, dá com tudo":-) Já estão a ver por que é que eu preciso mesmo de um dentista na família! Ai, Benjamin, ri-te, ri-te, enquanto não tens dentes...

Wednesday, July 14, 2010

Quem é lindo (e gordinho), quem é?

Tea party



Já aqui falei da tradição do baby shower - uma festa surpresa dada pelas amigas da futura mamã antes de ter o seu primeiro filho. Ora, eu já tinha sido muito mimada antes de ter o Daniel e não esperava mais nada... Mas as minhas amigas sul-africanas (especialmente a Maria, que está sempre com ideias para festas temáticas e todo o tipo de jogos) decidiram dar-me uma "Tea party".

Foi há mais de dois meses que me pregaram a simpática partida, mas não posso deixar de a mencionar aqui, pelo cuidado e carinho com que a prepararam. Como se sabia que eu ia ter outro rapaz e tinha guardado as roupas, brinquedos e afins do Daniel, acharam que desta vez as prendas seriam para a mamã: flores, um vale para o Spa mais pipi da região e um serviço de chá... comestível. Acreditem ou não, este serviço digno da Vista Alegre é feito de bolo de cenoura!

Thursday, July 08, 2010

Quando eu for crescida...


...quero trabalhar na Intel. Passo a explicar: desde que o Bruce mudou de emprego em Janeiro, ando roída de inveja com as regalias que a companhia oferece aos trabalhadores. Café, latte, mocca, chocolate quente, chás e sumos para todos os gostos e fruta - gratuitos. Frequentes prémios de incentivo (em forma de vales para cinema, livros, roupa, etc), descontos em várias lojas, uma cantina com sofás da marca "Vá lá faz uma sesta", jogos de mesa, matraquilhos e uma Wii... Então, também já estão com inveja?

Na sexta-feira passada foi o "Kids at work day" e os filhos dos empregados foram convidados a visitar as instalações...As crianças receberam réplicas personalizadas dos cartões dos empregados e uma T-shirt da Intel, todas as áreas de trabalho estavam inundadas de doces e balões, houve espectáculos de magia, de ciência, marionetas, workshop de trabalhos manuais, jogo de futebol... E, como se isso não bastasse, ainda deram presentes a todos os miúdos.

Se esta iniciativa se repetir nos próximos anos, desconfio que o Daniel queira ser engenheiro informático como o papá para passar o tempo a jogar à bola, a fazer desenhos e a comer gomas.

P.S. - Sim, eu sei, já chega de fazer propaganda, mas não resisto a convidar-vos a verem este anúncio para se rirem um bocadinho.

Tuesday, June 29, 2010

Mamma mia!


O Ben só quer maminhas e miminhos o dia (e a noite) toda... Isto da amamentação é muito lindo, muito natural, muito saudável... e muito estafante! Com o Daniel parecia ter sido bem mais fácil (também é verdade que a memória é traiçoeira), mas o Benjamin nasceu com um apetite absolutamente voraz (sim, que aquele corpinho cheio de refegos não se mantém à base de leite só de 3 em 3 horas). Ai, mãe sofre...
Mas, sim, eu sei, ele é amor (especialmente quando está a dormir).

Thursday, June 24, 2010

Never let me go (Nunca me deixes)


Faz agora um ano que li Never let me go de Kazuo Ishiguro. Estava numa pequena loja em Sligo à procura de um livro de Verão e não sei bem como dei por mim a pegar neste em particular. Revelou-se uma surpresa maravilhosa - um dos melhores livros que já encontrei até hoje. A escrita é despretenciosa, e a história vai-se desenrolando de forma misteriosa e tragicamente bela. Este ano, lá para Outubro, sai a adaptação cinematográfica - se fôr fiel ao livro, é melhor comprarem um maço de lenços bem absorventes antes de entrarem no cinema. Podem ver o trailer aqui.
PS - A versão portuguesa, Nunca me deixes, está publicada pela Gradiva.

Monday, June 21, 2010

Simple Things


Custa-me a crer que só me falta um aninho para me despedir da década dos vinte... Em vez de pôr o disco da melancolia a tocar, decidi saborear ao máximo os mimos que recebi no meu dia de anos:

1 - Uma noite bem dormida (obrigada, Benjamin, por só teres acordado uma vez para a mamada!);
2 - Pequeno-almoço na cama (obrigada, amor, pela salada de fruta XL, pelos ovos mexidos, torradas e chá);
3 - Um "I love you mummy" de derreter icebergs (obrigada, Daniel, continuas a ser um doce);
4 - Um dia de sol (obrigada, Senhor, pelo céu azul que cheirava Portugal);
5 - Mensagens carinhosas de amigos e família (obrigada a todos!).

E, para terminar, um bolo de anos delicioso: Gateau Diane (não sobrou nem uma migalha, se não até vos dava um bocadinho...)

Thursday, June 17, 2010

Décimo terceiro dia



O Benjamin já cá anda fora há treze dias. De uma maneira geral não se tem queixado da companhia, nem da comida, nem da cama, o problema é que continua tão noctívago como quando ainda estava na minha barriga. Eu bem tento mantê-lo acordado durante o dia, mas o rapaz continua adepto do "carpe noctem".

Quanto a mim, já me sinto muito melhor. Retomei hoje o meu passeio diário e tenho vivido às custas de amigas que aparecem para conhecer o bebé, bebem uma chávena de chá e me deixam uma boa refeição caseira.

Aqui ficam mais umas fotos para verem como o Ben é lindo e como os dois manos se continuam a dar muito bem.

Monday, June 07, 2010

Até que enfim, Benjamin!



Nasceu a 5 de Junho perto das 2 da manhã com 56 cm e 4,440 kg.
E o Daniel está todo orgulhoso por ser o mano mais veho!

Tuesday, June 01, 2010

Com 3 aninhos apenas...


Esperava por esta altura já vos poder falar do nosso novo rebento, mas visto que ele continua a jogar às escondidas, falo-vos antes do Daniel. Já tem 3 aninhos e está um amor (aliás, é por estarmos tão babados com o nosso primogénito que decidimos repetir a dose:-) Brinca muito ao faz de conta e usa falsetto quando põe os carros ou os animais a conversar.

O Inglês é claramente dominante, apesar de eu continuar a comunicar com ele na língua de Camões e ele perceber tudo. O curioso é que escolhe certas palavras em Português e depois usa-as no meio das frases em Inglês. Às vezes é uma salganhada, mas a ama, a Donna, tem uma paciência de santa e vai aprendendo palavras novas à medida que elas vão surgindo. Os outros dois miúdos que passam o dia com ele, também acabam por absorver o vocabulário luso e, volta que não volta, as mães, meio atarantadas, perguntam à Donna o que é que os filhos andam a dizer. O meu Daniel com 3 aninhos apenas anda a fazer mais pela divulgação da língua portuguesa do que o Instituto Camões!

Friday, May 28, 2010

À espera da minha barriga...


Já lá vão quase dois anos desde que este blog entrou de férias... Uma mistura de preguiça, falta de inspiração e bastante trabalho levaram-me a abandonar esta aventura cibernética. Agora que estou de novo de licença, decidi ver se ainda consigo escrever em português. Além disso, já estou há duas semanas em casa e não há sinais de o bebé querer espreitar cá para fora. Aceitam-se, por isso, sugestões sobre como passar o tempo até que a minha barriga se decida a encolher... Ah, e por favor, nada de limpezas - farta de nesting já estou eu!

Saturday, July 12, 2008

Miscelânea

A preguiça instalou-se se novo e nunca mais tive paciência para escrever. Verdade seja dita, também não tenho tido muito tempo (ou não o tenho sabido gerir bem). Imaginem que o Daniel já fez um aninho a 24 de Maio e teve uma festa de arromba para miúdos e graúdos (fotos disponíveis no sítio do costume)! Entretanto fomos a mais um casamento: a noiva estava "branca e radiante", o noivo vestido à escocesa e durante a celebração deliciei-me a ouvir uma harpista com voz parecida com a da Loreena Mckennitt.

O pobre do Daniel já foi a 4 casamentos desde que nasceu, e vai a mais dois em breve...Por este andar quando comecar a falar e lhe perguntarem o que quer ser quando fôr grande, ainda é capaz de responder: mestre de cerimónias ou "wedding planner".

De resto, optámos por não comprar casa para já. O mercado imobiliário, que tinha ajudado muito à crescimento económico da Irlanda, está a desmoronar-se aos poucos: os preços já começaram a descer e a tendência deverá manter-se durante os próximos anos. A recessão bateu à porta dos irlandeses quando muito poucos esperavam a sua chegada. Nos últimos meses, várias empresas iniciaram despedimentos em massa - incluindo a minha. A bomba caiu na segunda-feira, 30 de Junho. Reunião geral com um final infeliz: 1/3 dos empregados vão perder os seus postos depois de 31 de Outubro. O meu departamnento vai fechar (vão concentrar o Serviço de Apoio Técnico nos EUA). E eu? Não sei como, ainda não perdi o meu emprego, mas também ainda não tenho uma ideia clara de quais serão as minhas funções a partir de Novembro. É ir andando e vendo...

Friday, March 21, 2008

A gatinhar se vai ao longe


É verdade, o Daniel começou a gatinhar! Depois de muitas tentativas frustradas de cabeça para baixo e rabinho para o ar, o nosso filhote decidiu mudar de estratégia. Agora, gatinha "à comando", arrastando-se pela casa como se estivesse a planear um assalto aos ursinhos de peluche.
Entretanto, mudar a fralda revelou-se tarefa quase impossível: as pernas não param quietas, enquanto o Bruce e eu tentamos persuadir o nosso pequeno rambo a não sair do lugar: em vão!
Quanto à linguagem, apesar de o vocabulário continuar a ser de uma só palavra ("mamã", pois claro), o Daniel já é bastante fluente em gestos: diz adeus, bate palminhas, faz "a pitinha põe o ovo", dança com as mãozinhas...E o melhor de tudo é reagir igualmente aos nossos pedidos em ambas as línguas. Sim, eu sei, sou uma mãe babada. Mas digam lá se eu não tenho razão para o ser?

Monday, March 03, 2008

Perú na Eurovisão


Não, não me refiro ao país, refiro-me ao Dustin, o único perú da Irlanda que ao longo de quase 18 anos tem escapado a ser cozinhado para almoço de Natal. O seu début televisivo foi num programa infantil, mas ao longo do tempo tem cativado cada vez mais os adultos. Prova disso é o facto de ter ganho a eliminatória para o festival da Eurovisão. Preparem-se para o nunca visto! O início da música "Irlande douze pointe" é absolutamente atroz, mas acabo por ficar rendida.

A música, a letra, os bailarinos são uma paródia à Eurovisão e, mesmo sem ter ainda ouvido os outros concorrentes, duvido que alguém supere a originalidade irlandesa (sim, eu sei, talvez um pouco exagerada, mas absolutamente fora do vulgar).

A verdade é que a Eurovisão já não é o que era, e estamos todos (?) fartos de ouvir sempre o mesmo. Não foi sempre assim, pois não? Ainda hoje passei uma hora a navegar pelo "youtube" e a rever as músicas de 1993, o melhor ano de que me recordo. Chamem-lhe nostalgia se quiserem, mas a verdade é que este festival esteve recheado de pérolas: desde a fantástica "Eloise" (Suécia, merecias ter sido a vencedora!), à caixinha de música da Croácia, ao desabafo feminista da Espanha, à música de discoteca holandesa, ao ritmo electrificante do Reino Unido, a lista continua. Até a nossa Anabela teve uma actuação bem simpática. E adivinhem quem ganhou: a Irlanda! Lembro-me que fiquei fula quando soube o resultado. "In your eyes" até nem era má, simplesmente não era suficientemente boa. Na altura parecia moda: ano sim, ano sim, a terra das ovelhas encharcadas arrecadava os louros. Até que no ano passado, foi o choque total: "Irlande nil points". Agora, só mesmo com o Dustin é que vão lá!

Monday, February 25, 2008

¿Estás lista?

Há já muito tempo que uso listas para planear as minhas tarefas quotidianas e as minhas compras. Enquanto estudante, e especialmente em período de exames, ficava satisfeita se ao fim do dia tinha mais "certos" do que cruzes na minha lista, parecia-me uma forma bastante objectiva de auto-avaliação. Descobri depois que este hábito dava bons resultados também no meu trabalho e, desde então, sou uma funcionária muito mais "produtiva" (excepto quando escrevo entradas para blogues, claro está).

Quando já me comecava a questionar se o meu comportamento era obsessivo, falei com um casal nosso amigo que tem 4 filhos e é um exemplo de organização. Cada vez que vão a algum lado, usam uma lista com os objectos a levar, distribuídos por cada divisão da casa! Uf, afinal nao sou a única com estas manias!

Tuesday, February 12, 2008

"Tupperwarezinho"

O Bruce acha piada aos diminutivos em Português e talvez por isso tenha engraçado com a palavra "tupperwarezinho". De segunda a sexta-feira, lá vamos os dois para o trabalho acompanhados dos nossos fiéis recipientes de plástico. A moda começou no meu primeiro emprego na Irlanda: a empresa ficava num local relativamente isolado e, se não trouxesse comida de casa, ficava esganada o dia todo (e eu, ainda por cima, tenho a mania de petiscar de duas em duas horas). Assim, habituei-me a vir munida de casa com um bom almoço, barrinhas de cereais, iogurte, fruta...

Quando mudei de trabalho, o hábito já estava bem enraizado e, apesar de haver cantina ( que não é nenhuma pechincha), não abdiquei das minhas refeições caseiras. A princípio parecia ser a única a aventurar-se a trazer comida de casa para a cantina (havia mais adeptos do tupperware, mas esses comiam no seu canto, escondidos atrás do computador). Aos poucos, alguns colegas perderam a vergonha e passaram a trazer os plásticos coloridos para a mesa e agora já é prática comum (especialmente porque está toda a gente com medo da recessão e é melhor poupar uns euros).

Monday, January 28, 2008

"Is binn béal ina thost"

Tenho uma grande paixão por línguas, sejam elas vivas, mortas ou moribundas, como é o caso do irlandês. Ao longo dos anos, tive relativa facilidade em aprender a língua inglesa e cresci com espanhol ali ao lado (sejamos francos, não exige grande esforço).O francês não foi particularmente difícil de assimilar (há muitas palavras com a mesma raiz que o português o que ajuda) e depois veio o latim... Houve quem pensasse que era um desperdício optar por uma língua com certidão de óbito em vez de escolher Geografia. Confesso que eu própria tive as minhas dúvidas, que logo se dissiparam com as aulas. Ao longo dos anos, o fascínio ia crescendo à medida que os textos se alongavam.

Quando entrei para o Conservatório em Lisboa, tive também de parlare un po' d'italiano, que veio à boleia do latim. Até há pouco achava que aprender línguas era muito fácil. E foi então que dei de caras com o irlandês, uma língua tão bizarra que é capaz de pôr o chinês num chinelo.

Em primeiro lugar, a ordem das palavras parece dar mais importância às acções do que aos agentes (verbo/sujeito/objecto). Em vez do costumado "O João comeu a maçã.", começa-se por "comeu" e ficamos todos ansiosos por saber se foi o João, a Maria ou o Zé. A língua irlandesa é um autêntico policial falado, com o ouvinte em permanente suspense. Depois, consoantes e vogais não se dão lá muito bem e não gostam de se misturar. Resultado, muitas palavras têm uma ortografia bastante complexa. Vejam só o seguinte exemplo tirado da Wikipédia em irlandês: "De bharr go bhfuil sí an-oscailte tarlaíonn loitiméireacht (creachadóireacht), míchruinneas, neamhchomhsheasamacht, caighdeán measctha agus tuairimí gan bunús." (http://ga.wikipedia.org) Não me perguntem o que significa... Finalmente, o que torna esta língua particularmente frustrante de aprender - pelo menos para mim - é o facto de eu não conseguir "adivinhar" o que significam as palavras. Todas as outras línguas que estudei, ou derivaram do latim, ou têm muitos vocábulos de raiz latina, o que não se passa com o irlandês. Acho que me vou contentar pela frase "Is binn béal ina thost" ("o silêncio é de ouro")...

Friday, January 18, 2008

Labor, -oris


Estranhamente, estava mais nervosa no dia em que regressei ao trabalho do que quando entrei para esta empresa. Apareci com o meu caderninho de notas (não me fio da minha memória, por isso apontei tudo antes de ir de licença) e voilà: em pouco tempo o meu cérebro estava de novo operacional! Melhor ainda, quando telefonei à ama à hora do almoço para saber como se estava a portar o Daniel, pude ouvi-lo a rir-se às gargalhadas...
Apesar de estar bem mais cansada (adeus ó sestas...), estou contente. Saborei os sete meses que passei com o Daniel, mas senti a falta da companhia de adultos. Ele, por sua vez, precisava de estar com outras crianças: desde que começou a ir para a ama e a brincar com os filhos dela está muito mais risonho e extrovertido.